A Plenitude do Tempo
Apologética Virtual
Como você sabe que o que você sabe é a verdade? Este blog tem por objetivo apresentar, e defender, de forma clara e objetiva os fundamentos da fé cristã.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Pedir ou Exigir?
O missionário R.R. Soares, em seu livro, “Exija seus
direitos” afirma que o texto de João 14.14 que diz “se me pedirdes alguma coisa
em meu nome, eu o farei”, seria traduzido de uma forma mais correta assim: “se
exigirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei”. Deste modo, R.R. Soares alega
que temos direito de exigir as bênçãos de Deus, que estamos na posição legal de
exigir o que nos fora dado.
Porém, sem questionar a pessoa e a sinceridade do
missionário R.R. Soares, acreditando que ele não afirma isso de má fé,
resolvemos analisar o texto em grego para conferir se esta segunda tradução
estaria correta.
João 14.14 em grego está escrito assim:
“εαν τι αιτησητε με με εν τω ονοματι μου εγω ποιησω”
O temo que nos
interessa aqui é este “αιτησητε” (lê-se: “aitesete”).
Segundo o dicionário Bíblico de Strong, o termo “aitesete”
deriva do verbo “aiteo” (αιτεω), que
significa "pedir, rogar, suplicar,
desejar, requerer".
O verbo “aiteo” possui dois sinônimos: “deomai” (δεομαι) e “erotao” (ερωταω), que significam: carecer,
necessitar, desejar, ansiar por, pedir, suplicar, rogar, implorar, suplicar.
O termo grego que significa “exigir” é derivado de outro
verbo, a saber: αιτημα (“aitema”):
pedido, requisição, exigência. Este, porém, não é o verbo utilizado no
versículo citado.
Concluímos assim que, ao contrário do que
ensinam os adeptos da Confissão Positiva, Jesus não nos ensina a exigir, mas
sim a pedir. Uma tradução mais completa do texto ficaria assim:
“Se me pedir,
rogar, suplicar, implorar alguma coisa em meu nome, eu a farei”
(João 14:14)
Que venhamos sempre a orar como
Jesus ensinou:
“Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim
na terra como no céu”
(Mt 6.9,10)
e como ele mesmo orou:
“todavia, não se faça
a minha vontade, mas a tua”
(Lc 22.43)
Observação
De forma alguma quero aqui criticar o trabalho realizado por R.R. Soares. O reconheço como ministro de Deus e não tenho nada contra sua pessoa. Meu compromisso aqui é simplesmente refutar ensinos equivocados que estão sendo propagados nas igrejas evangélicas atualmente. Não me oponho ao execelente trabalho evangelístico realizado por este homem de Deus, apenas acredito que não devemos aceitar algumas "doutrinas" da chamada "Confissão Positiva", e que temos o dever de lutar para mantermos sempre a simplicidade do Evangelho.
Graça e Paz,
Ivan S. Vargas
O Equívoco de Hagin: Cristo no Inferno?
O Cristo da Confissão Positiva é
diferente do Cristo dos evangelhos.
Segundo os defensores da heresia em tela,
Cristo morreu duas vezes: fisicamente e espiritualmente; alegando que a nossa
redenção deu-se mediante a morte espiritual de Cristo, e não na Cruz.
Keneth
Hagin, em seu livro “O Nome de Jesus” afirma que Cristo, para nos redimir do
pecado, teve que morrer espiritualmente e ir para o inferno em nosso lugar,
onde passou por tormentos e sofrimentos infernais até que a medida da justiça de
Deus se completasse.
Veja o que Hagin afirma no referido livro:
a) “Porque [Cristo] provou a
morte espiritual por todos os homens. Seu espírito, seu homem interior, foi
para o inferno, em nosso lugar”.
b) “A morte física [de Cristo]
não removeria os nossos pecados”
c) “A morte espiritual significa
mais do que a separação de Deus. A morte espiritual significa ter a natureza de
Satanás”
d) “Jesus provou a morte – a
morte espiritual – por todos os homens.
e) “Jesus se fez pecado. Seu
espírito foi separado de Deus, e Ele desceu ao inferno em nosso lugar.”
E aqui ele sintetiza sua heresia,
para não deixar duvida alguma do que está afirmando:
f) “Você não poderá compreender a
autoridade do Nome de Jesus até compreender este fato. Lá em baixo na masmorra
do sofrimento – lá nos fundos do próprio inferno – Jesus satisfez as
reivindicações da Justiça para todos nós, individualmente, porque Ele morreu
como nosso substituto. Deus no céu disse ‘É suficiente’. Depois, O ressuscitou.
Trouxe Seu espírito e alma para cima, tirando-os do inferno – ressuscitou Seu
corpo da sepultura – e disse ‘Tu és meu Filho, eu hoje te gerei”
(Textos
retirados do livro “O Nome de Jesus”, capítulos
2 e 3)
A Natureza de Satanás
Você percebeu a que blasfêmia o ensino de Hagin nos leva? Primeiramente ele diz que Cristo passou pela morte espiritual (item “a”), logo, ele afirma que morte espiritual é ter a natureza de satanás (item “c”). Se morte espiritual é ter a natureza de satanás, e Cristo morreu espiritualmente, Hagin esta dizendo, então, que Cristo foi participante da natureza de satanás! Isso sim é um grande erro doutrinário. Agravante a isto, afirma categoricamente que a morte de Cristo na cruz não tem poder para remover nossos pecados (item “b”).
Você percebeu a que blasfêmia o ensino de Hagin nos leva? Primeiramente ele diz que Cristo passou pela morte espiritual (item “a”), logo, ele afirma que morte espiritual é ter a natureza de satanás (item “c”). Se morte espiritual é ter a natureza de satanás, e Cristo morreu espiritualmente, Hagin esta dizendo, então, que Cristo foi participante da natureza de satanás! Isso sim é um grande erro doutrinário. Agravante a isto, afirma categoricamente que a morte de Cristo na cruz não tem poder para remover nossos pecados (item “b”).
Refutando esta heresia
A morte
espiritual de Cristo é uma grande heresia, e não passa de invenção humana. Vejamos algumas razões para rejeitarmos este falso evangelho:
1. A nossa remissão não fora
efetuada no inferno, mas sim na Cruz, através da morte, do Sangue de Cristo (Ef
2.13-15; Hb 10.19,20; 1 Pe 4.1; 1 Jo 1.7; Ap 1.5)
2. A justiça de Deus exigia a
Cruz, não o inferno (Rm 8.1-3; 1 Pe 2.24; 4.1).
3. Cristo bradou “Está
Consumado”, quando morria na Cruz, e não quando sofria no inferno (Jo 19.30).
4. O escrito de divida que era
contra nós foi riscado, removido e cravado na cruz, e não enterrado no inferno
(Cl 2.14)
5. Cristo somente poderia sofrer no inferno se, além de tomar nosso pecado, se tornasse pecador (a justiça divina jamais lançaria um justo no tormento eterno). Porém, se Cristo se tornasse pecador, seu sacrifício de nada valeria e, devido a isso, jamais teria ressuscitado, uma vez que a ressurreição de Cristo é uma prova de que seu sacrifício foi aceito por Deus.
6. O inferno, tal como ensinado por esta heresia, da forma como é interpretado, realmente não existe. O lugar para onde os ímpios vão ao morrer é chamado de Hades, e não inferno. Neste lugar eles aguardam a ressurreição e o Juízo, para então serem lançados, no fim do tempos, no inferno propriamente dito, que é conhecido na Bíblia como Lago de Fogo.Portanto, se Cristo tivesse que sofrer a morte eterna, no inferno, por nós, deveria ser enviado para o Lago de Fogo e não para o Hades (interpretado por eles como "inferno"), uma vez que no Hades ninguém recebe a punição final pelos seus pecados, pois ainda aguardam o Juizo Final.
Cristo Vitorioso no Hades
A Bíblia nos afirma que
Cristo, após sua morte e antes da ressurreição, desceu às partes mais baixas da
terra, ao Hades, para anunciar sua vitória aos espíritos dos ímpios do antigo
testamento e a alguns demônios aprisionados no Abismo (alguns demônios estão
presos no hades, não todos. Para mais detalhes, ver estudo de Escatologia
Bíblica – 1 Modulo 2012) – espíritos em prisão (1 Pe 3.19) e levar cativo o
cativeiro para o terceiro céu (Ef 4.8), ou seja, levar os justos (que estavam
na segunda divisão do Hades – Lc 16.23) para o terceiro Céu (2 Co 12.2-4), ou
seja, para perto de Deus (esta doutrina nos estudamos em detalhes na
Escatologia Bíblica). Enfim, Cristo desceu a este lugar, ao mundo dos mortos,
de forma triunfante, para anunciar sua vitória, e não como refém de satanás,
que deveria sofrer em nosso lugar nas profundezas do inferno.
Finalizamos este post afirmando mais uma vez que o ensino de que Cristo sofreu no inferno por nós não passa de uma grande heresia, um equívoco doutrinário, que tem sido propagado pelos defensores da Confissão Positiva e que tende a desfocar a Cruz. Esta heresia deve ser rejeitada por todo cristão fiel às Escrituras.
Graça e Paz,
Ivan S. Vargas
Série Fundamentos
Em 2012 publiquei na editora Clube de
Autores três livros de estudos bíblicos: Escatologia Bíblica, Seitas e
Heresias e Teologia Pentecostal. Estes três volumes formam a "Série
Fundamentos", como passei a chamar este trabalho.
Hoje
estou liberando o conteúdo completo de cada um destes livros para que
você possa ler na Internet, sem ter que gastar nada para isso.
Os
mesmos continuam disponíveis na Clube de Autores, portanto, se você
gostar do conteúdo, e desejar um cópia impressa, sinta-se a vontade para
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Graça e Paz!
Ivan S. Vargas
A Reencarnação é Antibíblica
Neste
breve estudo quero mostrar para você, leitor, cinco pontos que provam
que a reencarnação é antibíblica, por mais que os kardecistas queiram
dizer ao contrário ;)
- 1º Lugar: O deus dos reencarcionistas é um deus impessoal, que se identifica com todas as coisas criadas, panteísta, contrariando as escrituras que afirma ser Deus um ser pessoal, único, criador de tudo, absolutamente perfeito. Gênesis 1.1; Mateus 5.48; 6.9
- 2º Lugar: Contrariando o que está escrito em 1 Coríntios 15.52-54, o kardecismo nega a realidade da imortalidade do corpo. Rejeitam a unidade entre alma e corpo, afirmando que o homem é uma alma que meramente possui um corpo, indo contra Gênesis 2.7
- 3 º Lugar: A reencarnação contraria o que diz em Hebreus 9.27 ("está derterminado ao homem morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo") afirmando que o homem pode morrer inúmeras vezes
- 4 º Lugar: Os reencarnacionistas, com a sua doutrina de que o homem deve reencarnar várias vezes até atingir um estado espiritual elevado e perfeito, desvincilhando-se do Sansara (nascer, morrer, reencarnar, nascer, morrer, reencarnar...) e atingindo o Nirvana, desfazem a necessidade da ressurreição do corpo, e rejeitam o sacrificio de Cristo para a salvação. O destino de todo ser humano é a ressurreição e não a reencarnação: Daniel 12.2; 1 Tessalonicenses 4.13-18; 1 Co 15.52; Apocalipse 20.4-6.
- 5º Lugar: A reencarnação se opõe ao ensino Bíblico da salvação. Concede salvação mediante esforços humanos, contrariando a escritura que deixa claro que o homem não pode salvar-se pelos seus próprios méritos, mas somente pela graça de Deus mediante a fé no sangue de Jesus Cristo (Romanos 5; Efésios 2;)
Enfim,
aceitar a reencarnação é negar o Deus da Bíblia, rejeitar a Escritura e
julgar desnecessária o sacrifício de Cristo na cruz para nossa
salvação. O ensino reencarnacionista é totalmente contra o Evangelho,
portanto, "Evangelho segundo o Espiritismo" não passa de um ensino
equivocado de quem não entendeu o espiritismo ou não compreendeu o
Evangelho.
Por isso rejeitamos a reencarnação!
Graça e Paz ;)
I.S.Vargas
Existe Vida depois da Morte?
Esta,
realmente, é uma perguntinha difícil de responder, uma vez que são
dadas muitas respostas sobre a mesma, muitas teorias. Cada religião vê a
morte de uma forma diferente.
Para
os Batistas, Assembleianos e assemelhados, existe uma forma de
existência após a morte, já para as Testemunhas de Jeová e Adventistas
do Sétimo Dia a alma deixa de existir e somente haverá vida depois da
ressurreição final. Para o Espiritismo e seus derivados, a alma não só
permanece viva após a morte como também fica reencarnando sucessivamente
até atingir uma perfeição e tornar-se um ser elevado. Para os ateus não
existe alma nem espírito; morreu e ponto final. É, são muitas opiniões.
Como saber a verdade?
Como cristão que sou, não posso aceitar outra verdade que esteja além da Bíblia!
Mas
até mesmo entre os cristãos existe divergência de opinião. Pergunte
para 10 pessoas na sua igreja o que acontece com a pessoa após a morte,
tenho certeza que, destes 10, uns 7 vão responder "ficam dormindo", não é
mesmo?
Sabe
por que existe tanta ideia contraditória? Porque os cristãos têm uma
tendência a ler a Bíblia pela metade. É, a maioria lê a Bíblia como se
fosse uma lista telefônica, pegam um versículo e tiram do seu contexto, e
como já disse alguém "um texto fora do contexto não passa de um
pretexto". Pegando textos aleatórios, destituídos do seu contexto (que
pode ser um capítulo, o livro ou a Bíblia toda) podemos provar qualquer
coisa. Por isso, antes de firmar uma opinião sobre um dado assunto
devemos analisar o que TODA a Bíblia diz sobre o tema, tanto o Antigo
quanto o Novo Testamento, procurar o maior número de referências
possíveis e dai sim, tirar uma conclusão mais "teológica", "bíblica"
possível.
O que vem a ser o ser humano?
Segundo o relato de Gênesis 2.7, o ser humano é formado pela seguinte fórmula:
P + S = A
Traduzindo:
P: Pó da terra
S: Sopro Divino
A: Alma Vivente
P: Pó da terra
S: Sopro Divino
A: Alma Vivente
O
pó representa nossa natureza material, humana (humus = terra), nossa
formação carbônica, o corpo. Sopro representa o espírito dado por Deus
(sopro = pneuma, palavra usada para espírito). A alma é o corpo avivado
pelo espírito, ou seja, nossa mente, nossa consciência, racionalidade,
personalidade, representa a pessoa em si.
Alma morre?
Dado que a alma representa a personalidade humana, sim, alma morre! A Biblia diz "a alma que pecar, esta morrerá" Ezequiel 18.4
O
termo "alma" refere-se ao ser humano, a vida humana, não ao seu
espírito. O espírito é imortal e, após a morte, volta para os cuidados
de Deus, que o deu.
“E o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.” Eclesiastes 12.7
Por que muitos ensinam que após a morte o ser humano "dorme"?
A
doutrina do sono da alma tem sua base em alguns versículos do Antigo
Testamento que, realmente, diante de uma leitura rápida e
descomprometida, da-nos a ideia de que a alma/espírito dorme após a
morte. Vejamos estes versículos a seguir:
“Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem
tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao
esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles
daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.
Vai, pois, come com alegria o teu pão .e bebe o teu vinho com coração contente; pois
há muito que Deus se agrada das tuas obras.
Sejam sempre alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.
Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te
deu debaixo do sol, todos os dias da tua vida vã; porque este é o teu quinhão nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol.
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no
Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9.5-10
tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao
esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles
daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.
Vai, pois, come com alegria o teu pão .e bebe o teu vinho com coração contente; pois
há muito que Deus se agrada das tuas obras.
Sejam sempre alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça.
Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te
deu debaixo do sol, todos os dias da tua vida vã; porque este é o teu quinhão nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol.
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no
Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” Eclesiastes 9.5-10
“Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto
viver.Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio.
Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.”
viver.Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio.
Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.”
Salmos 146.2-4
“Os
céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos
homens. Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao
silêncio;nós, porém, bendiremos ao Senhor, desde agora e para sempre.
Louvai ao Senhor.” Salmos 115.16-18
“Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros
ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os
que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” João 5.28,29
ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os
que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” João 5.28,29
“Pois na morte não há lembrança de ti; no Sheol quem te louvará?” Salmos 6.5
O
versículo de Eclesiastes é o mais utilizado para defender que não
existe vida após a morte. Porém devemos observar que Eclesiastes tem uma
visão humanista e desiludida da vida, sempre afirmando que tudo é
vaidade. Eclesiastes trata da vida aqui na terra, e vê a morte por essa
perspectiva. Veja o que ele diz: "nem têm eles [mortos] daí emdiante
parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol"
A
morte pode ser comparada com o sono por que haverá a ressurreição final
do corpo sepultado. Logo, a morte seria um período onde os pensamentos,
ações, projeto e planos do ser humano deixariam de existir, para
somente serem retomados após a ressurreição. A ressurreição seria o
despertar do corpo.
Passagens no Antigo Testamento que mostram o destino do Espirito
A
alma, como sendo a consciência e personalidade do ser humano, deixa
mesmo de existir após a morte (ou você já viu um morto consciente,
hein?). Mas e o espirito? O fôlego de vida dado por Deus?
Salomão responde:
“E o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.” Eclesiastes 12.7
E Davi confirma:
“Tu me guias com o teu conselho, e depois me receberás em glória.” Salmos 73.24
Concluímos
que com a morte o corpo volta ao pó, a alma (consciência) deixa de
existir e o espirito volta para os cuidados de Deus.
O que o Novo Testamento diz sobre a vida após a morte
Reconheço
que este tema não está completamente claro no Antigo Testamento, nem
mesmo a Ressurreição dos mortos é tratada claramente na escritura
hebraica, razão pela qual existiam os Fariseus (acreditavam na
ressurreicao e no mundo espiritual) e os Saduceus (que nao acreditavam
na ressurreicao e no mundo espiritual). Um agravante para essa confusão
toda são as traduções equivocadas da Bíblia. Existe confusão de termos
quanto "sheol", "hades", "queber", "tártaro", "geena", enfim, algumas
vezes um termo que refere-se a sepultura ("queber") é traduzido como
mundo dos mortos ("hade" ou "sheol").
Porém,
o Novo Testamento é mais claro quanto a este assunto, e veremos, a
seguir, a opinião de Jesus e de seus apóstolos sobre a vida após a
morte.
Jesus Cristo
“Então
disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.
Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no
paraíso.” Lucas 23.42,43
“Veio
a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão;
morreu também o rico, e foi sepultado. No hades, ergueu os olhos,
estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro
no seu seio.” Lucas 16.22,23
no seu seio.” Lucas 16.22,23
Jesus, ao ser crucificado, disse claramente ao ladrão que se arrependeu: “hoje estarás comigo No paraíso”.
Se o espírito humano deixasse de existir como ele estaria com Cristo no
paraíso?Esta passagem mostra claramente que existe vida consciente após
a morte, e mostra também o destino dos remidos: o paraíso, junto com
Cristo.
A
explicação mais clara sobre o mundo dos mortos registrada na Bíblia foi
proferida por Jesus em Lucas 16, trata-se da passagem do rico e do
Lázaro.O rico, ímpio, ao morrer foi levado para o “inferno prisão”, no
Hades, já o Lázaro, justo, foi levado para o “seio de abraão”, também no
hades.
O
hades, segundo a cultura hebraica, era um lugar para onde iam os
mortos, tanto justos quanto injustos, porém lá eles eram separados por
um grande abismo. De um lado do abismo ficavam os pecadores, e do outro
lado os justos. E note bem, segundo esta passagem, que ambos estavam
conscientes, podiam falar, ver e ouvir, e lembravam claramente da vida
na terra, tanto que o ímpio rogou pelos seus irmãos que ainda estavam
vivos.
Adventistas
do Sétimo dia alegam que esta passagem é uma parábola, e não pode ser
utilizada para fundamentar a tese de vida após a morte. Mas eu pergunto,
será mesmo uma parábola? O subititulo “A Parábola do Rico e Lazaro” não
comprova que esta passagem é uma parábola, uma vez que este subitítulo
não se encontra em outras traduções, como a Almeida Revista e
Atualizada, que traz o título “O rico e o mendigo”. Devemos entender que
o texto original, tanto do antigo quanto do novo testamento não era
dividido em capítulos e versículos, muito menos eram separados por
subitítulos. Esta formatação surgiu muito depois, na nossa era, para
facilitar o manuseio da palavra de Deus, e foi feita de uma forma não
inspirada. O texto é inspirado por Deus, a formatação foi feita por
homens, e as vezes não traduzem a verdade.
Quer um exemplo? Dou dois exemplos.
Na
passagem onde Elias foi arrebatado, o subitulo diz “Elias é levado numa
carruagem de fogo”, mas se você prestar atenção no texto, a Bíblia não
diz que Elias foi levado ao céu em uma carruagem, mas sim por um
redemoinho. A carruagem apenas separou Elias de Eliseu, e logo Elias foi
elevado por um redemoinho. Outro exemplo, Em João 5 lemos o subitítulo
“O paralítico no tanque de Betesta”, porém, mais uma vez, lendo o texto,
vemos que a Bíblia não afirma que o doente era um paralítico, apenas
diz que ele esperava na sua cama o mover das águas. Tanto é que ele
tentava, por esforço próprio ou com ajuda de outros lançar-se nas águas,
mas não chegava a tempo. Era um doente fraco e debilitado, mas não
pode-se afirmar que era paralítico.
O
mesmo ocorre nesta passagem do rico e do Lazaro, algumas versões chamam
de parábola, mas a mesma não é uma parábola, é um ensinamento de
Cristo.
Observe
que o texto é bem diferente de uma parábola. A parábola não sita nomes,
não faz referência a um tempo determinado e sempre ensina alguma coisa.
Nesta passagem são citados nomes (Lázaro, Abraão), é citado um tempo
(fala em Moisés, logo é no tempo da lei), e não ensina nada além do que
está sendo dito, não traz nenhuma mensagem “oculta”, logo não é
parábola, mas sim um ensinamento de Cristo.
Apóstolo Paulo
“Porque
sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer,
temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos
céus. (...) temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste
corpo, para estarmos presentes com o Senhor.” 2 Coríntios 5.1,8
“Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor;” Filipenses 1.23
Paulo
acreditava que após a morte iria para junto de Cristo, tanto que deseja
partir para a glória mas sabia que ainda deveria ficar vivo para
auxiliar as igrejas.
Lucas
“Mas
ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de
Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus
abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus. (...) Apedrejavam,
pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.” Atos 7.55,56,59
Aqui, nesta passagem, o primeiro mártir da Igreja, Estevão, quando estava morrendo clamou a Cristo “recebe meu espírito”.
“Enquanto
ele orava, mudou-se a aparência do seu rosto, e a sua roupa tornou-se
branca e resplandecente. E eis que estavam falando com ele dois varões,
que eram Moisés e Elias, os quais apareceram com glória, e falavam da
sua partida que estava para cumprir-se em Jerusalém.” Lucas 9.29-31
Esta passagem é muito forte, e desafio a todos os que acreditam no “sono da alma” a explicare a mesma.
Jesus
subiu ao monte para orar e transfigurou-se na sua forma gloriosa, nessa
hora aparecem dois personagens junto a ele: Moisés e Elias, que falavam
a cerca da morte e ressurreição de Cristo. Observe que Elias não
morreu, podendo muito bem aparece a Cristo. Mas Moisés morreu, e se não
existe uma forma de existir entre a morte e a ressurreição, se o
espírito também morre, como explicar a aparição de Moisés no monte da
transfiguração? Acredito que nesta passagem a existência depois da morte
é claramente confirmada.
João
“Quando
abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido
mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram.
E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e
verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a
terra? E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes
dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se
completasse o número de seus conservos, que haviam de ser mortos, como
também eles o foram.” Apocalipse 6.9-11
Para
finalizar, João cita no livro do Apocalipse as almas dos que foram
mortos por causa da palavra de Deus e que clamam por vingança e juízo
divino. Em inúmeras vezes no Apocalipse é citado as almas que estão
diante de Deus, no céu, especificamente no tempo da Grande Tribulação.
O Novo Testamento ensina a Vida após a Morte
Novamente
eu digo, não podemos pegar um texto fora do seu contexto.Se lermos
passagens somente do antigo testamento, que olha a morte no sentido mais
carnal do que espiritual, somos levados a crer que a vida cessa
completamente após a morte; porém, no Novo Testamento, temos uma
explicação mais declarada do que acontece com os mortos, de modo que
fica claro a existência do espírito em um estado intermediário dos
mortos, até a ressurreição final. E, segundo as passagens bíblicas que
citamos, podemos afirmar que estes espíritos "desencarnados":
- Estão conscientes (Lc 16.26-31)
- Lembram-se da vida na terra (Lc 16.25; Ap 6.9-11)
- Se impios, sofrem tormentos (Lc 16.23)
- Se justos, são consolados (Lc 16.25)
- Não têm conhecimento nenhum do que acorre sobre a terra (Ec 9.5-8),
- Não podem interferir na vida dos vivos (Lc 16.27-29)
- Ambos, justos e ímpios, aguardam a ressurreição e juizo (Ap 20.4-6)
Uma observação quanto ao Hades
Após
a morte de Cristo, no período em que seu corpo esteve sepultado, seu
espírito desceu até o Hades, onde anunciou sua vitória a todos os que lá
estavam (justos, ímpios e demônios aprisionados – 1 Pe 3.19: “... e
pregou aos espíritos em prisão”) e deslocou, removeu, o lugar dos justos
para o 3º Céu (Ef 4.8: “...levou cativo o cativeiro”; 2 Co 12.2-4).
Veja o que o apóstolo Paulo diz em 2 Corintios 12.2-4:
"Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir."
Este
homem a quem Paulo se refere é ele mesmo, que foi arrebatado para o
Paraíso. Observe aqui a relação que ele faz com "paraíso" e "terceiro
céu" (1º céu: atmosférico, 2º céu: espacial, 3º céu: morada de Deus).
Para Paulo, o paraiso está no terceiro céu!
O apóstolo também sugere que existe uma vida além do corpo, destituida de um corpo físico, como ele mesmo diz "se no corpo, se fora do corpo".
Hoje
o Hades possui apenas duas regiões: o Abismo Tártaro (prisão de alguns
demônios - ver estudo sobre os Nephilins) e o Inferno Prisão (lugar dos
ímpios).
Os
ímpios de hoje, ao morrerem, são conduzidos para o mesmo lugar e
tratados da mesma forma. Já os salvos, os justos, são levados para o
Paraíso, no 3º Céu, lugar onde desfrutam das mesmas bênçãos de
antigamente e aguardam a ressurreição de seus corpos que se dará por
ocasião do Arrebatamento da Igreja.
Por que os justos, antes da morte de Cristo, iam para o Hades (que está
"em baixo") e hoje, após a ressurreição de Cristo, vão para o Paraíso
(que está no Céu)?
Simples: por
que até a morte e ressurreição de Cristo os fiéis que haviam morrido no
tempo da Lei ainda não haviam sido justificados, apenas recebiam,
através dos sacrifícios judaicos, a garantia que se seriam perdoados.
Deus
é santo, e ninguém em pecado pode aproximar-se dele. O nosso perdão é
concedido pela fé no sacrifício de Cristo. Porém, antes que Cristo
viesse à terra, Deus implantou a lei, onde a "garantia do perdão" era
concedida mediante os sacrificios de animais, segundo a Lei de Moisés.
Estes sacrificios apontam pra Cristo, eram a propriciação, a garantia de
que Deus seria favorável a quem sacrificava.
O
escritor aos hebreus declara que é impossivel que sangue de animais
concedesse perdão de pecados, por isso Cristo veio ao mundo.
Quando
alguém, no Antigo Testamento, sacrificava a Deus é como se recebesse
uma garantia, uma escritura de que Deus lhe daria, futuramente, o perdão
almejado.
E quando esta escritura seria quitada? Quando Cristo morreu na cruz!
"e
havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas
ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós,
cravando-o na cruz;" Colossenses 2.14
A
partir de então o véu do Templo se rasgou de alto a baixo e as almas
dos "justos" que estavam no hades receberam o perdão, o pagamento de sua
dívida, para com Deus, e de agora em diante podem ser deslocados ao
terceiro céu, para junto de Deus, até o dia da ressurreição.
Ivan S.Vargas
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